O Caso de Marina Joyce

Marina Joyce é uma Youtuber britânica que costuma falar sobre moda e gravar Make Up Tutorials. Em seus últimos vídeos, alguns fãs começaram a estranhar certos detalhes e atitudes, como olhares assustados e marcas roxas em seus braços. 

O estopim para #savemarinajoyce subir nos trendingtopics do twitter foi um vídeo no qual é possível escutar a garota sussurrando ''help me'' ao fundo. A partir desse momento, foram criadas inúmeras teorias sobre a garota, sendo uma delas a mais bizarra de todas. 

A Youtuber estaria presa em cárcere privado?


Sim, começou com ''help me'' e acabou com vários fãs procurando pistas pelos vídeos. É possível encontrar olhares assustados em quase todos os vídeos. Em um deles, a Youtuber mostra que está sem meias e é possível escutar um barulho de correntes. A partir disso, encontraram sinais nos tweets e até mesmo uma arma encostada no canto do armário. A teoria de cárcere tomou proporções absurdas e de tanto receber ligações, a polícia local acabou indo visitar a garota, que negou a teoria toda.


Ela estaria sobre o efeito de drogas?

A teoria ganhou força por causa das atitudes exageradas e descontroladas durante os vídeos. A mais aceita era de que a Youtuber estivesse fazendo uso de LSD. 

Distúrbio de personalidade?


A mudança brusca entre os vídeos antigos e os novos gerou uma nova teoria de que Marina tivesse entrado em um surto de Bipolaridade ou Esquizofrenia. Os olhares angustiados e as atitudes exageradas mais uma vez colocaram força na tese. Outra teoria era de que a Youtube estivesse em Depressão. 

Uma parte que poucas pessoas perceberam foi um vídeo em que Marina desenha a sua vida, o popular Draw My Life. Nele ela conta que em um momento da sua vida, chegou a se machucar em várias partes do corpo e até a arrancar os seus cabelos. 


Essas foram as teorias mais famosas durante a Tag #savemarinajoyce mas é possível encontrar muitas outras, sendo uma delas a de que Marina na verdade é Deus. Sim, isso mesmo.

O que vocês acham? Deus, sequestro ou apenas atenção para o seu canal?

Discos voadores: Um pouco de suas histórias


Embora existam indicações em nossos livros de história, teologia, arqueologia, geologia e folclore que o nosso mundo tem sido visitado ao longo de milhares de anos por OVNIs, é o fenômeno OVNI moderno, que começou na década de 1940 e continua até hoje, que prende a nossa atenção.

OVNIS geralmente são descritos pelas testemunhas como tendo o formato redondo, com o fundo achatado e um domo na parte superior. Em alguns casos, OVNIs de formato triangular ou cilíndricos também são avistados. Eles geralmente são pequenos, de 3 a 12 metros em diâmetro, não possuem asas, caudas ou motores/turbinas externas. Eles também são conhecidos por silenciosamente manobrarem sobre as áreas, algumas vezes à baixa altitude, e algumas vezes pairando por sobre uma área e então de repente saindo em velocidade extraordinária. Eles são muito silenciosos, não deixam rastros, mas muitas vezes há um brilho ao redor do objeto. Eles têm a habilidade de aparecer e desaparecer repentinamente, tanto visualmente quanto no espectro eletromagnético.


Em algumas ocasiões, enormes espaçonaves também foram observadas.

Um dos maiores OVNIs que já apareceu, foi no céu Chile em 1978. O que deu credibilidade e autenticidade a este avistamento foram os pilotos altamente treinados da Força Aérea daquele país que se envolveram com este encontro. Em 16 de dezembro de 1978, dois jatos caças da Força Aérea Chilena estavam numa missão de treinamento quando encontraram um OVNI gigantesco. Quando o OVNI apareceu no radar de um dos jatos, seu tamanho foi estimado em ser de 10 ou mais porta-aviões, o que significa que tinha 3,4 quilômetros. Pensando se tratar de um defeito do radar, o piloto perguntou ao outro jato, o qual também confirmou o tamanho. Quanto consultaram o radar de solo de um aeroporto nas proximidades, eles também confirmaram o enorme tamanho. Ao se aproximarem do OVNI, de repente este saiu em grande velocidade, desaparecendo de vista, bem como das telas dos radares. A Força Aérea Chilena reconhece este encontro.


Como o nome ‘disco voador’ surgiu?

Em 24 de junho de 1947, Kenneth Arnold, um piloto qualificado e oficial federal, estava procurando por uma aeronave de transporte que havia se acidentado em algum lugar das Montanhas Cascade, no estado de Washington – EUA. Por volta das 14h00 daquele dia, Arnold viu uma formação de objetos muito brilhantes vindo da direção do Monte Baker. Arnold calculou suas velocidades como sendo 2700 quilômetros por hora. Nenhuma aeronave naquela época tinha a capacidade de alcançar essa velocidade. Mais tarde, quando estava comentando o evento com um repórter de um jornal de Oregon, Arnold disse que eles não voavam como uma aeronave, mas ao invés disso voavam como um pires ao ser jogado paralelo à água (saltitando). Ele estava somente descrevendo o padrão de voo dos objetos e não os objetos em si, mas a imprensa começou a chamá-los de ‘pires’ (discos) voadores. Mais tarde o termo OVNI / UFO foi adotado para descrevê-los.

De acordo com uma estatística da ONU, desde a década de 1940, 150 milhões de pessoas, em mais de 133 países, têm relatado avistamentos de OVNIs.

Fonte: Ovni Hoje

O Filho Morto


Em uma casa antiga nas montanhas vivia uma mulher idosa e seu filho morto. Toda noite a mulher fazia o jantar e os dois comiam. E toda noite a mulher perguntava ao seu filho morto:

- Como foi seu dia?

E o filho morto respondia qualquer coisa que ela quisesse ouvir:

- Foi bom. Fiquei olhando os pássaros pela janela.

E a velha sorria e observava:

- Você sempre adorou pássaros.

E os dois eram felizes. Na maior parte do tempo. Porque bem no fundo da mente idosa da velha mulher havia sempre uma pequena dúvida incômoda. Como um demônio, ficava sussurrando para ela. Você está louca.

Ou pior. Seu filho está morto.

E nas piores vezes, a voz diria coisas ainda mais obscuras. Coisas que nenhuma mulher idosa deveria ouvir.

Até que em uma noite, quando eles sentaram para jantar, a velha já não queria ouvir que seu filho havia tido um dia bom. Porque a pequena dúvida lhe dissera que filhos reais costumam ter dias ruins às vezes. Que filhos reais precisam de amigos. Então, nessa noite, o filho morto disse:

- Estou entediado aqui. Quero uma esposa.

Ao que a mulher respondeu:

- Não. De jeito nenhum. - E ela foi correndo para a cozinha, muito irritada.

Da sala de jantar, o filho morto chamou por ela:

- Nós vamos morar aqui com você.
- Você vai me deixar de novo. - retrucou ela.

- Não, não vou. Mãe... por favor. Você não quer ter netos?

A velha queria mesmo netos. Embora seu filho morto morasse com ela, às vezes ela se sentia sozinha.

- Você ainda me ama, Simon? - perguntou ela.
- Sim. - O filho morto riu. - É claro.

A mulher voltou para a sala de jantar e beijou o filho.

- Eu vou para a cidade amanhã. Verei o que posso fazer.

Namoro

No dia seguinte, a mulher idosa sentou na beira de uma estrada movimentada. Ela tinha um pneu furado e aparentava estar muito triste e desamparada. Logo passou um caminhão e o motorista parou, perguntando a ela:

- Posso ajudar?

Mas o motorista era um homem e não servia.

- Não. - disse ela, e ele foi embora.

Logo depois um carro passou e quem dirigia perguntou à velha:

- Posso ajudar?

A motorista era uma mulher. Mas ela tinha pele escura e tatuagens e por isso não servia também.

- Não. - respondeu ela, e o carro foi embora.

Finalmente uma van passou e o motorista perguntou à velha:

- Podemos ajudar?

E embora o motorista fosse um homem, havia cinco jovens no banco de trás - dois rapazes, três moças atraentes. Simon vai poder escolher, pensou a mulher idosa.

- Sim. - disse ela.

***

Enquanto os jovens trocavam o pneu furado da velha, o motorista se apresentou como Tommy. Orgulhosamente, ele contou a ela:

- Eu sou um jovem pastor na Igreja Cristã Red Oaks. Este é o nosso grupo de jovens cristãos - Kirsten, Monica, Andrea, Chris e Aaron. Eles são muito gente boa.
- Com certeza são. - concordou a idosa. Kirsten é a mais bonita. - Muito obrigada.

- Fico feliz em ajudar. - disse Tommy.
- Venha para a minha casa. Vou fazer um jantar para todos vocês.

- Você não precisa fazer isso.
- Não, por favor. Eu adoraria.

- Na verdade, nós provavelmente precisamos ir. Nós estamos fazendo o que chamamos de uma viagem de Destino Incerto. Nós definimos uma direção e distância em um sorteio, vamos até lá e vemos como o Senhor pode fazer uso de nós naquela comunidade.

Bem, isso é alguma coisa, pensou a velha. Ela não ia à igreja há muito tempo, mas sabia sobre Deus e o céu e como quando morrer, você vai para lá para louvar ao Senhor para todo o sempre.

- Apenas tentando compartilhar o amor d'Ele. - completou Tommy.
- Abençoado seja. Eu estava pensando...? Não, acho que não.

- O quê?
- Meu quintal está uma bagunça. Meu filho não ajuda mais nas tarefas domésticas.

- Sim, nós podemos ajudar com seu quintal.

Isso fez a mulher idosa sorrir.

***

Logo Tommy e os outros jovens estavam trabalhando duro no quintal da mulher, roçando e capinando, capinando e roçando. A velha estava ocupada preparando limonada envenenada. O filho morto dela estava sentado em seu quarto, observando os voluntários pela janela. Tenho certeza de que ele vai escolher a Kirsten, pensava ela. Com certeza vai.

- Ei, vocês! - exclamou ela, levando uma travessa de copos e uma jarra de limonada para o lado de fora. Os jovens correram para pegar uma bebida. Menos Tommy, que continuou arrancando ervas daninhas. - Você também, Tommy.

- Não posso. Na verdade, sou diabético.

A velha franziu o cenho. Aquilo não era bom. Nem um pouco. Ela teria de agir rapidamente. Ela voltou correndo para dentro em busca de uma faca. Mas Tommy seria mais forte do que ela. 

- Simon! - chamou ela. Mas o filho morto não saiu do quarto.

A mulher idosa voltou para fora. Vários dos jovens já haviam colapsado no chão. Kirsten estava tossindo. Por sorte, Tommy estava com a cabeça virada, ainda trabalhando. A mulher andou o mais rápido que conseguia na direção dele. Kirsten tentou gritar para avisá-lo, mas não conseguia parar de tossir. Ela pegou a travessa de limonada e a bateu contra a casa antiga, causando um ruído alto. Tommy se virou. 

Ele olhou para a velha diante dele com uma faca.

Seu rosto foi tomado pelo medo. A mulher idosa se inclinou sobre ele. A faca atingiu o ombro dele, abrindo um corte profundo. Ele conseguiu ficar em pé e correu para longe da mulher, na direção de seu grupo.

- Simon! - gritou a velha.

Tommy olhou para seus amigos, todos caídos no chão, e correu para dentro da casa.

- Simon!

Tommy puxou seu celular. Não tinha sinal. Ele correu até o outro lado da casa, e então parou, vendo o filho morto da velha parado diante da janela de seu quarto. 

- Por favor, você precisa nos ajudar! - Tommy implorou a ele.

O rapaz estava perdendo sangue. A mulher idosa havia atingido uma artéria. Tommy cambaleou na direção do filho morto. 

- Por favor, Simon.

Ele tocou o braço do filho morto. Nenhuma reação. Ele tocou a cabeça do filho morto. Ainda nada. Ele virou a cabeça do filho morto para encará-lo. O filho morto estava inexpressivo. Seus olhos encaravam Tommy sem piscar. E então Tommy colapsou, esvaindo-se em sangue.

A velha entrou.

- Obrigada, Simon. - disse ela.

***

Um por um, os cinco jovens acordaram. Eles estavam deitados enfileirados em um porão, com suas mãos e pés amarrados atrás das costas. A mulher idosa e seu filho estavam parados olhando para eles.

- Qual você quer? - perguntou ela.

- Aquela. - O filho morto respondeu, apontando para Kirsten.

- Eu sabia. Ela é a mais bonita.

Os outros se viraram para encarar Kirsten, que começou a chorar.

- Não se preocupe, querida. - disse a velha. - Você vai amar o Simon.

Mas Kirsten não parou de chorar até a mulher abrir a garganta dela.

***

Logo Kirsten estava deitada nua na mesa de trabalho da velha. Agora eram os outros jovens que estavam chorando. Eles choraram enquanto a velha removia as entranhas de Kirsten. Eles choraram enquanto a velha prendia músculos falsos de argila aos ossos de Kirsten. Eles choraram enquanto a velha reconectava os ossos de Kirsten com fios de metal. Eles choraram enquanto a velha recolocava a carne de Kirsten. E eles choraram enquanto a velha dava a Kirsten novos e brilhantes olhos de vidro.

- Nós seremos muito felizes juntos. - disse o filho morto à mãe.

Isso fez a mulher idosa sorrir.

Casamento

Toda noite a velha entrava em seu porão para trazer aos quatro jovens um prato de macarrão instantâneo e um copo d'água. Então ela fazia o jantar e comia com seu filho morto e a esposa morta dele. E toda noite a velha perguntava a eles:

- Como foi seu dia?

E eles lhe diziam qualquer coisa que ela quisesse ouvir:

- Foi bom. Você pode esperar netos em breve.

E os três eram felizes. Na maior parte do tempo. Porque bem no fundo da mente idosa da velha mulher havia sempre uma pequena dúvida incômoda. Com um demônio, ficava sussurrando para ela. Ele vai te deixar.

E sussurrando. Casais reais não querem morar com a sogra. Casais reais precisam de espaço.

E agora, com mais frequência do que antes, a voz dizia coisas ainda mais obscuras. 

Isso já aconteceu antes.

Até que em uma noite, o filho morto da mulher idosa disse a ela:

- Mãe, precisamos conversar.

E ela ficou com muito medo. Isso já aconteceu antes.

- Kirsten e eu sentimos que nossos filhos seriam mais felizes em um lugar mais urbano. Onde haveria outras crianças por perto.

Ele vai te deixar. Ele vai te deixar de novo.

- O que você está dizendo? - perguntou a idosa, tentando ficar calma.

Ele tem uma vadia nova e não te ama e vai te deixar de novo.

- Nós vamos nos mudar. - disse o filho morto.

E você ficará sozinha.

- Não. - respondeu a velha. - Você disse que iriam morar aqui comigo.

Isso já aconteceu antes. Você está sozinha.

- Você vai poder nos visitar sempre que quiser.

Mentira. Ele está mentindo.

- Você mentiu para mim! - gritou a velha.

Você sabe o que precisa fazer.

A mulher idosa correu para a cozinha e pegou sua faca.

Você já fez isso antes.

- Mãe! - exclamou o filho morto, aterrorizado.

Você o matou. 

- O que você está fazendo? - perguntou Kirsten, assustada.

Você matou seu próprio filho.

- Você não pode me deixar! - gritou a idosa. Ela enfiou a faca no filho morto. Mas ele não reagiu. Era como se ele estivesse...

Seu filho está morto.

Ela o esfaqueou de novo. Seu corpo caiu rigidamente.

Seu filho está morto e você o matou.

A mulher idosa esfaqueou sua nora morta e o corpo dela caiu também. Então ela se ajoelhou no chão, esfaqueando seu filho morto de novo e de novo -

Seu filho está morto e você o matou e agora você está sozinha.

- e de novo!

Os netos

A velha cambaleou para dentro do porão, chorando com a faca na mão. Ela agarrou um dos jovens e chorou no ombro dele. Os jovens ficaram confusos. Não conseguiam entender.

- Estou sozinha. - disse a idosa. - Estou sozinha.
- Se você nos libertar, vamos lhe fazer companhia. - respondeu um deles.

A velha parou de chorar por um segundo. Ela pensou para si mesma, eles serão meus netos. E isso a deixou feliz. Mas a pequena dúvida incômoda sussurrou -

Eles vão te deixar. Assim como o Simon.

- Vocês vão me deixar? - perguntou ela.
- Não. - disseram em uníssono. 

Mentiras. Eles mentem.

- Vão sim. - Ela pressionou a lâmina contra a garganta do primeiro jovem e viu o medo preencher seu rosto.
- Não... - implorou ele.

Sim.

A velha hesitou. O jovem fechou os olhos. Tentando acalmar a si mesmo, ele começou a cantar uma música gospel:

- O que pode lavar o meu pecado?

Vá em frente.

E lentamente os outros o acompanharam:

- Nada além do sangue de Jesus.

Faça.

A velha cortou a garganta do primeiro jovem. Mas os demais continuaram a cantar.

- O que pode me fazer inteiro de novo?

A velha cortou a garganta do segundo jovem. Mas os demais continuaram a cantar.

- Nada além do sangue de Jesus.

A velha cortou a garganta do terceiro jovem. Mas o último continuou a cantar.

- Oh, precioso é o jorro...

A velha cortou a garganta do último jovem.

***

Em uma casa antiga nas montanhas vive uma mulher idosa e seus netos mortos. Toda noite após o jantar, eles cantam canções para louvar ao Senhor.

- Agora com isso eu irei superar. Nada além do sangue de Jesus.

Para todo o sempre.

- Agora com isso eu alcançarei meu lar. Nada além do sangue de Jesus.

E a mulher idosa está muito feliz.

A Morte é uma Ilusão

"Nós continuamos a viver em um universo paralelo"


Por quanto tempo filósofos, cientistas e religiosos têm ponderado o que acontece após a morte? Existe vida após a morte, ou nós simplesmente desaparecemos no grande desconhecido? Há também uma possibilidade de que não existe tal coisa como geralmente definimos como a morte.

Uma nova teoria científica sugere que a morte não é o evento terminal que pensamos.

Um tempo atrás, os cientistas relataram que encontraram a primeira evidência de universo paralelo. Esta descoberta nos leva a um assunto instigante chamado de "Biocentrismo". Robert Lanza, MD, cientista, teórico e autor de "O biocentrismo" - Como vida e consciência são as chaves para entender a verdadeira natureza do Universo, pensa que há muitas razões pelas quais não vamos morrer. Para ele, a morte não é o fim, como muitos de nós pensamos. Acreditamos que vamos morrer, porque é o que nos foi ensinado, Robert Lanza diz em seu livro.

Será que você continuar a viver em um universo paralelo?

Há muitas experiências científicas que questionam seriamente o termo morte, tal como a conhecemos. De acordo com a física quântica certas observações não podem ser previstas com certeza. Em vez disso, há uma gama de possíveis observações cada uma com uma probabilidade diferente.


A interpretação "de muitos mundos", afirma que cada uma dessas observações possíveis corresponde a um universo diferente, o que é geralmente chamado de "multiverso".

Robert Lanza tomou estas teorias ainda mais interessantes. Ele acredita que "há um número infinito de universos, e tudo o que poderia acontecer ocorre em algum universo.

Sua energia nunca morre

A morte não existe em qualquer sentido real nesses cenários. Todos os universos possíveis existem simultaneamente, independentemente do que acontece em qualquer um deles. Embora corpos individuais estão destinados a auto-destruição, o sentimento vivo - o "Quem sou eu?" - É apenas uma fonte de 20 watts de energia operando no cérebro. Mas esta energia não desaparece com a morte. Uma das mais seguras axiomas da ciência é que a energia nunca morre; ela não pode ser criada nem destruída".

Esta energia pode transcender de um mundo para outro.

A importância da consciência

"Considere o princípio da incerteza, um dos aspectos mais famosos e importantes da mecânica quântica. Experimentos confirmam que está integrada no tecido da realidade, mas ela só faz sentido de uma perspectiva biocêntrica.

Se há realmente um mundo lá fora, com partículas saltando ao redor, então devemos ser capazes de medir todas as suas propriedades. Mas nós não podemos. Por que isso deveria importar a uma partícula que você decidir para medir?

A morte pode não ser verdadeira em todos os...

Considere a experiência da dupla fenda: se um "relógio" uma partícula subatômica ou um pouco de luz passa através das fendas em uma barreira, ela se comporta como uma partícula e cria batidas de aspecto sólido por trás das fendas individuais sobre a barreira final que mede os impactos. Como uma pequena bala, que logicamente passa através de um ou do outro furo.

Mas se os cientistas não observam a trajetória da partícula, então ela exibe o comportamento de ondas que permitem que ela passe através de ambos os furos, ao mesmo tempo. Por que a nossa observação pode mudar o que acontece?

Resposta: Porque a realidade é um processo que requer a nossa consciência ", diz Lanza.

Você não existiria sem a consciência. Uma das razões para Robert Lanza achar que você não vai morrer, é porque você não é um objeto. Você é um ser especial. De acordo com biocentrismo, nada poderia existir sem consciência. Lembre-se que você não pode ver através do osso que circunda o cérebro.

O espaço e o tempo não são objetos duros, mas as ferramentas de nossa mente usa para tecer tudo junto. Tudo o que você vê e experimenta agora é um turbilhão de informações que ocorre em sua mente. O espaço e o tempo são simplesmente as ferramentas para colocar tudo junto.

Lanza recorda que a morte não existe em um mundo sem espaço atemporal. Não há distinção entre passado, presente e futuro. É apenas uma ilusão teimosamente persistente. A imortalidade não significa uma existência perpétua no tempo sem fim, mas reside fora de tempo completamente.

Albert Einstein disse uma vez: "A realidade é meramente uma ilusão, embora um muito persistente."

Como podemos dizer o que é real e o que não é? Como podemos saber com certeza que o nosso cérebro não está nos dando a ilusão de um mundo físico?

A Rara Síndrome Que Faz Homem Pensar Que Está Morto

Síndrome foi descrita pela primeira vez em 1880, pelo neurologista Jules Cotard.


- Bom dia, Martin. Como você está?

- Da mesma forma, eu suponho. Morto.

- O que te faz pensar que está morto?

- E você, doutor? O que te faz pensar que está vivo?

O médico é Paul Broks, neuropsicólogo clínico, que estuda a relação entre a mente, o corpo e o comportamento.

O caso de Martin é muito raro, segundo Broks.

- Tenho certeza absoluta que estou vivo, pois estou sentado aqui, conversando com você. Estou respirando, posso ver coisas. Creio que você também faz o mesmo e, por isso, também tenho certeza que você está vivo.

- Não sinto nada. Nada disso é real.

- Você não se sente como antes, ou se sente um pouco deprimido, talvez?

- Nada disso. Não sinto absolutamente nada. Meu cérebro apodreceu, nada mais resta em mim. É hora de me enterrar.

O paciente realmente pensava estar morto ou era uma metáfora?

"Ele, literalmente, achava que estava morto", conta Broks.

- Mas você está pensando nisso. Se está pensando, deve estar vivo. Se não é você, quem estaria pensando?

- Não são pensamentos reais. São somente palavras.

O primeiro caso de Cotard foi uma mulher que negava a existência de partes de seu corpo e sua necessidade de comer. Morreu de inanição.

Martin sofria da síndrome de Cotard - também conhecida como delírio de negação ou delírio niilista - uma doença mental que faz a pessoa crer que está morta, que não existe, que está se decompondo ou que perdeu sangue e órgãos internos.

A doença mexe com nossa intuição mais básica: a consciência de que existimos.

Todos temos um forte sentido de identidade, uma pequena pessoa que parece viver em algum lugar atrás de nossos olhos e nos faz sentir esse "eu" que cada um de nós somos.

O que acontece com Martin, agora que ele não tem esse "homenzinho" na cabeça? Agora que ele pensa que não existe?

Há um filósofo que tem a resposta, segundo Broks.

"Penso, logo existo"
René Descartes, filósofo, matemático e físico. (1596-1650)

"Descartes dizia que era possível que nosso corpo e nosso cérebro fossem ilusões, mas que não era possível duvidar de que temos uma mente e de que existimos, pois se estamos pensando, existimos", diz o neuropsicólogo.

O paradoxo aqui é que os pacientes de Cotard não conseguem entender o "eu".

Adam Zeman, da Universidade de Exeter, no Reino Unido, acredita que o "eu" está representado em diversos lugares do cérebro.

"Creio que está representado inúmeras vezes. Está em todas as partes e em nenhuma", explica Zeman à BBC.

Zeman esclarece que, entre essas representações está a do corpo (o "eu" físico), o "eu" como sujeito de experiências, e nosso "eu" como entidade que se move no tempo e no espaço.

"Estamos conscientes de nosso passado e podemos projetar nosso futuro. Então, temos o 'eu' corporal, o 'eu' subjetivo e o 'eu' temporal", diz Zeman.

"Isso é a consciência estendida, o 'eu' autobiográfico, o que nos leva ao caso de Graham, um outro paciente com síndrome de Cotard", diz Broks.


O caso de Graham 

Os portadores de Cotard vivem em uma realidade distorcida

"Ele tentou se suicidar ao jogar um aquecedor elétrico ligado, na água da banheira, mas não sofreu nenhum dano físico sério", lembra Zeman, que tratou do caso.

"Mas estava convencido de que seu cérebro já não estava mais vivo. Quando o questionava, dava uma versão muito persuasiva de sua experiência", acrescenta.

"Dizia que já não tinha mais necessidade de comer e beber. A maioria de nós alguma vez já se sentiu horrível e se expressou dizendo 'estar morto'. Mas com Graham era como se ele tivesse sido invadido por essa metáfora".

A maneira como Graham descrevia sua experiência era tão intrigante que neurologistas decidiram observar como seu cérebro se comportava. Zeman estudou o caso com seu colega Steve Laureys, da Universidade de Liége, na Bélgica.

"Foi a primeira e última vez que minha secretária me dssejo: 'É importante que você fale com este paciente, pois ele está dizendo que está morto'"
- Steven Laureys, neurologista

"Para nossa surpresa, o teste de ressonância mostrou que Graham estava dando uma descrição apropriada do estado de seu cérebro, pois a atividade era marcadamente baixa em várias áreas associadas com a experiência do 'eu'", conta Zeman.

"Analisei exames durante 16 anos e nunca tinha visto um resultado tão anormal de alguém que se mantinha de pé e que se relacionava com outras pessoas. A atividade cerebral de Graham se assemelha a de alguém anestesiado ou dormindo. Ver esse padrão em alguém acordado, até onde sei, é algo muito raro", completa Laureys.


Zumbi filosófico

Não se conhece a a causa exata da síndrome, mas ela foi tratada com êxito graças a medicamentos combinados com terapia eletroconvulsiva.

"Ele mesmo dizia que se sentia um morto-vivo. E que passava tempo em um cemitério, pois sentia que tinha mais em comum com os que estavam enterrados", lembra Zeman. Não se conhece a a causa exata da síndrome, mas ela foi tratada com êxito graças a medicamentos combinados com terapia eletroconvulsiva.

Mas essas regiões que não estavam funcionando normalmente no cérebro de Graham eram as mesmas relacionadas com a identidade?

"Curiosamente, o sistema cerebral mais associado com o 'Eu Estendido' é a rede neural por efeito, justamente a que estava afetada no caso de Graham", ressalta Zeman.

"Se colocamos alguém em uma máquina de ressonância magnética e pedimos que relaxe, esses são os conjuntos de regiões cerebrais que permanecem mais ativos. São essas regiões que estão ligadas a nossa habilidade de recordar o passado e projetarmos o futuro, a pensar em si e nos outros, bem como às decisões morais", completa.

"Todas essas funções estão associadas ao 'eu'."

No caso de Graham, essa rede não funcionava apropriadamente.

De certa maneira, ele estava morto.

Fonte: BBC Brasil

Não Vá Para a Escola Amanhã


Essa foi a última mensagem que meu amigo me mandou na noite antes do tiroteio. 

Não foi tão surpreendente, pra ser honesto. David, meu melhor amigo, passou bons bocados no último ano e meio. Tudo meio que... desmoronou a sua volta. Sua irmã fugiu de casa e apareceu assassinada um mês depois, encontrada em picadinhos no meio da floresta.

Pouco depois disso, sua mãe cometeu suicídio por causa do luto. Encontrou-a enforcada no quarto, o rosto inchado e roxo por causa da corda em volta do pescoço. 

O pai também tomou um caminho obscuro. Drogas, mas teve o mesmo efeito. O que um dia foi um homem trabalhador, agora era apenas uma casca do seu passado. Ele nunca foi embora de casa, mas se tornou violento e instável nos últimos seis meses. O pobre David não sabia como cooperar, combinado com os valentões na escola, que enchiam seu saco desde a terceira série. Era um tormento sem fim, e parece que a vida ainda preparava algo pior. 

Tentei ser um bom amigo. Tentei seu um ombro amigo para ele chorar, ser a pessoa com quem ele pudesse conversar, se abrir. Mas acho que no final, isso não importa. Toda a tentativa que fiz, não importa o quão profunda fosse, não importava o quanto eu quisesse ajudá-lo. Mas acho que eu poderia ter feito algo a respeito. 

Eu poderia ter contado para alguém sobre a mensagem, mas não contei. 

Poderia ter contado para alguém sobre a arma que encontrei no armário dele, mas não contei. 

Eu poderia ter resistido a minha vontade de agarrar sua irmã enquanto ela voltava para casa, poderia não ter desmaiado-a, poderia não ter matado-a, mas eu o fiz. 

Poderia ter resistido minha vontade de invadir sua casa e estrangular sua mãe, mas não o fiz. 

Poderia ter resistido minha vontade de oferecer drogas para seu pai aliviar a dor, mas não o fiz. 

Eu podia ter intervindo todas as vezes que ele foi socado, chutado, enfiado nos armários da escola e tratado como um merda, mas não o fiz. 

Ou melhor, eu não quis fazer. 

Mas há um motivo para isso, te garanto. Um olhar sobre a psique humana, uma chance de ver como o cérebro funciona. 

Apenas uma perguntinha... Quanto um homem pode aguentar antes de surtar? 

Enquanto eu assistia as notícias na manhã seguinte, sobre o tiroteio e suicídio de meu amigo, comecei a devanear...

Demora bastante para destruir uma pessoa...

Mas quanto essa pessoa pode destruir depois? 

Peguei meu celular e olhei o perfil no facebook do meu novo melhor amigo, Alex. Acabou de ganhar um irmãozinho novo, e seu cachorro está começando a ficar velho. Pode acontecer a qualquer momento. 

Vamos esperar para ver.

O Hospital Onde Fiquei Internado


Há alguns anos sofri um acidente de transito e precisei ser internado para fazer uma cirurgia na perna. Eu pilotava uma moto quando um carro invadiu a preferencial e me acertou em cheio. Alguns minutos depois eu estava dentro da ambulância a caminho do hospital público. A dor em minha perna era agonizante, fora as outras dores que sentia no corpo devido a pancada e as escoriações. 

Depois de uma primeira avaliação, avisei as pessoas que me atendiam na hora que eu possuía seguro de vida e que deveriam me encaminhar ao (não citarei aqui o nome do hospital, apenas o chamarei de H. Particular) no qual as despesas seriam cobertas e o atendimento seria mais rápido. Assim sendo, me encaminharam para o H. Particular, lá avaliaram minha situação e fizeram os preparativos para a cirurgia em minha perna. Segundo o Dr. Particular, após analisar o raio-x, explicou-me o que seria feito e quando seria feito. 

Fui medicado e preparado para a cirurgia que ocorreria na manhã do dia seguinte (sofri o acidente no fim da tarde) e fiquei em repouso num quarto com cama para dois pacientes, no entanto, eu era o único paciente daquele quarto. Minha mulher me fez companhia até às 22hrs e, como tínhamos uma filha pequena na época, ela se viu obrigada a voltar para casa me deixando aos cuidados dos médicos. 

Bom, não tinha muito o que fazer até a hora da cirurgia a não ser me medicar contra a dor, que mesmo assim era agonizante, impedindo que o sono viesse. Eu apenas cochilava e logo acordava novamente. Porém, algo estranho me aconteceu aquela noite e se repetiu na noite seguinte. 

Como a dor impedia que eu dormisse, liguei a pequena TV que havia no quarto e passei a assistir. A luz do quarto estava desligada, o volume da TV bem baixo, quase no mudo. Fui então tomado pela forte dor outra vez e me vi obrigado a chamar a enfermeira. Havia um botão na parede que eu deveria pressionar caso precisasse de atendimento, e foi o que fiz. Um minuto ou dois depois que pressionei o botão pude ouvir, ao longe, passos no corredor. Começou baixinho e aumentando a medida que se aproximava de meu quarto. Quando por fim pareceu chegar a porta do quarto onde eu repousava os passos cessaram. Fiquei esperando o abrir da porta, mas não foi o que aconteceu. Intrigado com o porquê dessa pessoa não abrir a porta, eu acendi a luz. 

“A porta está aberta” eu disse, esperando que a enfermeira entrasse e fizesse a medicação, mas o silêncio persistiu. “Enfermeira?” Enfatizei, mas não ouve resposta. Com a perna quebrada e agonizando em dor, nada pude fazer se não esperar uma resposta. Pressionei novamente o botão na parede, dessa vez, duas vezes seguidas, após isso, desliguei a TV e fiquei intrigado, esperando a chegada da enfermeira. 

Foi então que gelei. Pensei ter ouvido uma leve respiração, porém sufocada, como se alguém não pudesse respirar livremente vindo daquela porta. A respiração parou somente quando pude ouvir outros passos, assim como os anteriores, começou baixo e se tornou mais alto a medida que se aproximava do meu quarto. Porém, desta vez, ao chegar a porta se abriu. Era a enfermeira.

- Desculpe a demora, estava preparando seus medicamentos, já está quase na hora de aplica-los novamente, está sentindo muita dor?

Expliquei a ela as dores que estava sentindo uma vez mais e disse também que estava com dificuldades para dormir. Ela, enquanto aplicava as medicações e fazia a troca de meu soro disse que infelizmente agora não poderia me medicar com soníferos, que apenas poderia aliviar minha dor. Ela é uma senhora gentil, conversamos um pouco sobre minha profissão e como se deu meu acidente. Ela perguntou da minha família e me contou um pouco da dela. Antes que ela saísse do quarto eu perguntei a ela se ninguém havia vindo ao meu quarto minutos antes que ela chegasse, e ela disse que isso era impossível, pois quem faria minha vistoria era apenas ela e uma outra enfermeira mais jovem, mas que não estava de plantão naquele momento, que voltaria apenas uma hora depois. 

Fiquei intrigado com o que aconteceu, mas tomei aquilo como se meu cérebro quisesse me pregar uma peça. Claro, eu estava medicado e morrendo de dor, confusão mental era algo plausível na minha situação. Então simplesmente tentei esquecer aquilo tudo, apaguei a luz e tentei pegar no sono uma vez mais, desta vez, consegui. Acordei com a outra enfermeira, a mais nova, abrindo as cortinas do quarto e me alertando sobre a cirurgia que ocorreria logo.

Todos os preparativos foram feitos e fui levado para a sala de cirurgia. Não lembro quanto tempo fiquei lá pois fui dopado. Quando acordei, estava novamente naquele quarto, minha mulher e filha no colo, sentadas ao lado de minha cama. A cama ao lado continuava vazia, eu continuava a ser o único paciente naquele quarto. O doutor que realizou minha cirurgia foi até meu quarto e me explicou como se procedeu toda a cirurgia e o que fizeram para acertar meus ossos quebrados. Minha mulher acompanhou todo o discurso e, ao fim, o médico disse que, dependendo da minha situação, eu poderia ir para casa naquele mesmo dia. Porém, ainda sentia muita dor e foi necessário que eu ficasse ali por mais uma noite. 

Desta vez, consegui pegar no sono com mais facilidade, mas acabei acordando na madrugada, precisando ir ao banheiro. Liguei a luz e pressionei o botão. Notei que a cadeira que minha mulher havia utilizado para se sentar estava posicionada ao lado de minha cama, virada para mim, mas não dei muita importância para aquilo, mesmo lembrando que esta mesma cadeira não estava ali antes que eu pegasse no sono. Alguns minutos depois a mesma enfermeira da noite anterior veio me atender. Ela me auxiliou com minhas necessidades e me medicou outra vez. Como na noite anterior, conversamos um pouco e ela logo se foi, afastando a cadeira que estava ao lado da minha cama para o lado da outra cama. Feito isso ela se foi, deixando a porta encostada. Eu apaguei a luz e fechei meus olhos e só os abri algum tempo depois, quando novamente ouvi os passos no corredor. 

Outra vez os passos cessaram ao chegar na altura da porta de meu quarto. “Enfermeira?”, mas não ouve resposta. “Quem tá aí?”. Nada, nem um pio sequer. Depois de algum tempo de silencio, acabei pegando no sono. Pensei ter ouvido um leve rangido da porta, mas estava cansado demais e não consegui abrir os olhos. 

Acordei pela manhã e as primeiras coisas que notei naquele quarto foram a cadeira posta ao lado da minha cama, virada para mim e algumas marcas (como se alguém tivesse sentado) na cama ao lado. Chamei a enfermeira e pedi a ela que me chamasse o doutor para que me pudesse dar alta pois já estava melhor, mas na verdade eu estava é assustado com aquilo, mesmo sabendo que pudesse ser coisa da minha cabeça. O doutor fez algumas observações e me permitiu deixar o hospital, minha mulher veio me buscar naquela mesma manhã e voltamos para casa. 

Estou dividindo isto com vocês pois, sete anos depois de que fiquei internado no H. Particular, acabei encontrando alguns relatos na internet de pessoas que passaram pela mesma situação inexplicável naquele lugar, e isso me deu um arrepio na espinha. Havia pensado que tudo aquilo que aconteceu naquelas duas noites fora coisa de minha mente. Mas não acredito mais que realmente tenha sido isso. 

Este é o trecho do relato de uma pessoa que foi internada naquele hospital três anos antes de mim, ocultarei alguns detalhes tal qual a cidade, o nome da pessoa e o nome do local, mas se você tiver dúvidas e quiser procurar, basta uma breve busca no Google que encontrará esses tais relatos e muitos outros mais estranhos que o meu. 

“Em Cidade X, uma cidade do Paraná, tem um hospital particular chamado H. Particular fica no centro de Cidade X. Em 2005 eu viajei pra casa da min ha mãe nessa cidade e minha irmã passou mal e foi pra esse hospital. Ela teve que passar a noite no hospital. Ela contou que foi dormir e tinha uma cadeira nos pés da cama virada pra televisão e de madrugada, ela levantou pra ir ao banheiro e ligou a televisão com o controle pra clarear o caminho. Ela conta que levou um susto, pois a cadeira estava virada pra cama, como se alguém tivesse entrado no quarto e virado a cadeira pra ficar observando ela dormir, como se alguém estivesse cuidando dela, mas ninguém da família ficou lá, pois tinha que pagar pra dormir no hospital como acompanhante. No dia seguinte ela perguntou pra todos os enfermeiros que trabalharam naquela noite no hospital se alguém ficou sentado na cadeira no quarto que ela estava. Todos disseram que ninguém havia sentado na cadeira e ela contou sobre o que aconteceu naquela noite. Então uma enfermeira do hospital contou pra ela que vários pacientes internados já haviam passado pela mesma coisa, eles acordavam e viam que a cadeira estava virada na direção deles, como se alguém estivesse passado a noite vigiando eles. São espíritos de pessoas que morreram nesse hospital e que vigiam os pacientes internados enquanto eles dormem, disseram os enfermeiros do hospital.Ate hoje a gente conversa sobre isso e minha família voltou para São Paulo, mas esse fato minha irmã disse que nunca vai esquecer...Têm coisas que não tem como explicar.”

[Top 10] Estratégias de Manipulação em Massa

10 Estratégias de Manipulação em Massa utilizadas diariamente Contra Você


Noam Chomsky é um linguista, filósofo, cientista cognitivo, comentarista e ativista político norte-americano, reverenciado em âmbito acadêmico como “o pai da linguística moderna“, também é uma das mais renomadas figuras no campo da filosofia analítica.

“Em um estado totalitário não se importa com o que as pessoas pensam, desde que o governo possa controlá-la pela força usando cassetetes.

Mas quando você não pode controlar as pessoas pela força, você tem que controlar o que as pessoas pensam, e a maneira típica de fazer isso é através da propaganda (fabricação de consentimento, criação de ilusões necessárias), marginalizando o público em geral ou reduzindo-a a alguma forma de apatia” (Chomsky, N., 1993)


Inspirado nas ideias de Noam Chomsky, o francês Sylvain Timsit elaborou a lista das “10 estratégias mais comuns de manipulação em massa através dos meios de comunicação de massa”

Sylvain Timsit elenca estratégias utilizadas diariamente há dezenas de anos paramanobrar massas, criar um senso comum e conseguir fazer a população agir conforme interesses de uma pequena elite mundial.

Qualquer semelhança com a situação atual do Brasil não é mera coincidência, os grandes meios de comunicação sempre estiveram alinhados com essas elites e praticam incansavelmente várias dessas estratégias para manipular diariamente as massas, até chegar um momento que você realmente crê que o pensamento é seu.


1. A Estratégia da Distração

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio, ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes.

A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir o público de interessar-se por conhecimentos essenciais, nas áreas da ciência, economia, psicologia, neurobiologia e cibernética.

“Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais”


2. Criar problemas e depois oferecer soluções

Este método também é chamado “problema-reação-solução“. Se cria um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja aceitar.

Por exemplo: Deixar que se desenvolva ou que se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas desfavoráveis à liberdade.

Ou também: Criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos. (qualquer semelhança com a atual situação do Brasil não é mera coincidência).


3. A estratégia da gradualidade

Para fazer que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Foi dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas, neoliberalismo por exemplo, foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estratégia também utilizada porHitler e por vários líderes comunistas. E comumente utilizada pelas grandes meios de comunicação.


4. A estratégia de diferir

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e necessária“, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura.

É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente.

Depois, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “amanhã tudo irá melhorar” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegue o momento.


5. Dirigir-se ao público como crianças

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse uma criança de pouca idade ou um deficiente mental.

Quanto mais se tenta enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante.

Por quê? “Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como as de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade”.


6. Utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e finalmente no sentido crítico dos indivíduos.

Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou injetar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos.

A realidade do que se passa com a grande parte do ‘Homem Moderno’


7. Manter o público na ignorância e na mediocridade

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão.

A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossível de ser revertida por estas classes mais baixas.


8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade

Promover ao público a crer que é moda o ato de ser estúpido, vulgar e inculto. Introduzir a ideia de que quem argumenta demais e pensa demais é chato e mau humorado, que lhe falta humor de sorrir das mazelas da vida.

Assim as pessoas vivem superficialmente, sem se aprofundar em nada e sempre ter uma piadinha para se safar do aprofundamento necessário a questões maiores.

A ideia é tornar qualquer aprofundamento como sendo desnecessário. Pois qualquer aprofundamento sério e lúcido sobre um assunto pode derrubar sistemas criados para enganar a multidão.


9. Reforçar a auto-culpabilidade

Fazer com que o indivíduo acredite que somente ele é culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, suas capacidades, ou de seus esforços.

Assim, no lugar de se rebelar contra o sistema econômico, o indivíduo se auto desvaloriza e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E, sem ação, não há questionamento!


10. Conhecer aos indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem

No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado uma crescente brecha entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dominantes.

Graças à biologia, a neurobiologia a psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado sobre a psique do ser humano, tanto em sua forma física como psicologicamente.

O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior que dos indivíduos sobre si mesmos.


Nessa era ultra rápida em que vivemos, a pausa para análise se faz fundamental.

[Top 10] Prisões Mais Brutais do Mundo

10 - Alcatraz, Califórnia, Estados Unidos


Logo no primeiro item da lista temos uma prisão situada nos EUA, o que mostro com um sorriso estampado na face para os acéfalos que acham que este é o país mais fofinho do mundo! Conhecida como "A Rocha" ou "Ilha do Diabo" esse é considerada uma prisão do inferno, foi construída em 1920 e foi projetada de tal forma que a fuga era praticamente impossível. Os prisioneiros perdiam totalmente o contato com o mundo exterior, e eram submetidos a torturas aplicadas por guardas abusivos e arrogantes. Os prisioneiros eram proibidos de conversar uns com os outros e demonstrar emoções também.

9 - Gitarama Presídio Central, Ruanda


Descrita como o inferno na terra, todos os presos foram condenados a comer, dormir e viver na podridão. A cela guardava quatro homens por metro quadrado. Projetada para abrigar 400 pessoas a prisão chegou a receber 7 mil prisioneiros em meados da década de 1990. Em meio ao desespero, os presos ficam amontoados em todos os tipos de condições meteorológicas, muitos deles sofreram gangrena devido a esse fato. Alguns casos mostram que alguns presos comiam a carne um do outro por puro desespero.

8 - Prisão Diyarbakir, Turquia


Essa é a instituição penal mais sádica e proibida do mundo, considerada a prisão com o maior número de violações dos direitos humanos. Conhecida por inúmeros casos de tortura física e mental, também ganhou notoriedade por suas condições inabitáveis, abuso sexual de presos. Para escapar das situações, os presos tentaram greves de forme, suicídios e até mesmo o incêndio com todos eles dentro.

7 - Prisão ADX Florence, Colorado, Estados Unidos


Esta prisão de segurança máxima foi construída em resposta aos atentados cometidos contra os guardas e funcionários de outras prisões nos Estados Unidos. Lá os presos são isolados e não podem ir a qualquer lugar que estejam outros detentos. Os presos sofrem tortura psicológica, o que leva alguns a cometerem suicídio.

6 - El Rodeo, Guatire, Venezuela


Durante a presidência de Hugo Chávez, os índices de criminalidade subiram assustadoramente e as prisões venezuelanas ficaram superlotadas, com cerca de 50 mil presos, sendo que dois terços dos detentos ainda aguardavam sentença. Em 12 de junho de 2011 houve uma rebelião quando gangues rivais entraram em conflito, foi um banho de sangue que duro por um mês inteiro.

5 - La Sabaneta, Venezuela


Em um dos estabelecimentos penais mais brutais da América do Sul, a violência é uma ocorrência diária. Além de estar à mercê de doenças, alimentação e cuidados insuficientes, pouca ou nenhuma assistência médica e funcionários mal pagos, os presos também foram deixados à sua própria sorte e com eles armas para matar uns aos outros.

4 - Prisão Bang Kwang, Tailândia


Nessa prisão os detentos ficam acorrentados e muitos ficam loucos, devido ao estresse, em seu primeiro mês de detenção. A prisão mais violenta de toda a Tailândia abriga muitos prisioneiros estrangeiros, sendo que vários deles no corredor da morte. A prisão é conhecida por ser superlotada, poucos funcionários e condições de vida deploráveis.

3 - Prisão Militar Tadmor, Síria


Apelidado pela Anistia Internacional como a prisão mais opressiva do mundo, com todos os seus aspectos projetado para desumanizar sua população, tornou-se mais famoso em junho de 1980, quando o Presidente Hafez al-Assad ordenou as mortes de todos os prisioneiros como retaliação à tentativa de assassinato em sua vida pela Irmandade Muçulmana. O massacre de limpeza que durou duas semanas matou cerca de 800 a 2.400 detentos.

2 - Carandiru, Brasil


Fico feliz de poder lembrar aos brasileiros que o Brasil consegue se exibir no topo de ao menos um ranking mundial: o da desgraça, claro. Carandiru foi palco de uma das maiores rebeliões da história, o que resultou a execução em massa de 1.300 prisioneiros. A prisão foi fechada em 2002, devido as campanhas da Amnistia Internacional em meio a relatos de graves violações de direitos humanos que o governo brasileiro não pode responder.

1 - Campo 22, Coreia do Norte


Essa prisão está na ativa desde 1965 e ganhou atenção internacional em 2012 depois que um de seus guardas desertou para a China. Um grande complexo que mantém 50 mil presos, a família dos presos também era presa, até a terceira geração, para que as "raízes" fossem completamente apagadas. Além disso os presos sofriam tortura extrema e experimentações humanas, onde se tornavam ratos de laboratório para armas biológicas, como vírus, teste de bombas e outras brutalidades.

Punhal Extraterrestre

“Punhal de Tutancâmon é de Origem Extraterrestre”, afirmam os cientistas.


É evidente que os mistérios do Antigo Egito ainda assolam as mentes dos curiosos seres humanos. Enquanto grande parte não é revelada, aos poucos vamos montando esse enorme quebra-cabeças.

Tutancâmon, a múmia mais famosa de todos os tempos.

Um grupo de cientistas confirmaram que uma, das duas facas que foram encontrados na tumba do jovem faraó Tutancâmon, é de origem extraterrestre. Esta revelação foi feita na publicação de um artigo daMeteoritics & Planetary Science, que reproduziu os meios de comunicação internacionais.

Os antigos egípcios consideravam o ferro um metal mais valioso do que o ouro, porque não tinha minas e não tinha desenvolvido uma cultura de tratar o metal como em outras culturas antigas. Assim, a origem dos punhais de ferro tinha sido um enigma desde que descobriu a tumba do jovem faraó em 1922.

Através de uma análise utilizando a técnica de fluorescência de raios-X, a equipe internacional de pesquisadores confirmou que a composição dos punhais de ferro têm diferentes concentrações de cobalto e níquel em relação ao percentual típico e mais se assemelha de ferro de meteoritos.

O punhal de baixo seria feito com materiais de outros lugares do Cosmos.

De acordo com o estudo: “Para além da área do Mediterrâneo, a queda de meteoritos era visto como uma mensagem Divina para as antigas culturas. É geralmente aceito que outras civilizações do globo terrestre, incluindo os Inuítes, as antigas civilizações do Tibete, Síria e Mesopotâmia, além da pré-histórica Hopewell do Leste da América do Norte, usaram ferro oriundo de meteoritos para a produção de suas ferramentas e objetos cerimoniais.”

Porcelli elucida como os pesquisadores estabeleceram que o punhal era composta de materiais do espaço. A composição da adaga é de 10 % de níquel e 0,6% de cobalto. Concentrações típicas de meteoritos. Porcelli ainda diz que pensar que eles são resultados de uma simples fusão de metais, nessas concentrações, é impossível.

Não sabemos realmente se foi oriundo de algum meteorito, ou alguém, de algum lugar longínquo, resolveu presentear Tutancâmon com uma nobre adaga de origem misteriosa.

Pela Fresta


Você, enquanto deitado em sua cama, numa noite chuvosa, tentando pegar no sono, já se sentiu observado? Você está deitado, olha para porta levemente encostada, o brilho da luz da rua que atravessa a janela da sala fazendo com que uma faixa de luz fraca atravesse por aquela fresta da porta. Sim, você olha para aquela fresta e sabe, há algo do outro lado, e que está a te observar.

Claro, você já não é mais criança, não acredita naquilo, e sabe, é tudo fruto de sua imaginação. Bom, pelo menos isso é o que você acredita, mas será mesmo a verdade? Digo, você está em baixo de suas cobertas, olhando para aquela fresta, de repente, você vê uma sombra passar, mas não sabe se aquilo foi sua imaginação ou não, então você tem que decidir, se levantar e olhar, confirmar com seus olhos o quão medroso você foi, ou de repente descobrir que tudo era real, ou ainda, ficar em baixo da segurança e calor de suas cobertas e continuar sendo um medroso. É uma decisão difícil, mas você sabe que tem de escolher.

Vou lhes contar uma história agora, não se pode comprovar a veracidade dela, mas, cabe a você acreditar ou não. 

Essa história é sobre um garoto medroso que um dia, o único dia em que resolveu enfrentar seus medos, morreu. 

A história começa com Davi em sua cama. Davi morava apenas com seu pai numa pequena fazenda afastada da cidade. Seu pai era um homem trabalhador, ele sozinho conseguia cuidar da fazenda inteira, deixando tudo sempre bem organizado, no entanto, era um pouco mulherengo, mas era de se entender, ele era um homem solitário, que cuidava de tudo sozinho, inclusive de seu filho, que foi abandonado pela mãe quando bebê. 

Nas noites de sexta para sábado, Davi ficava sozinho em casa, seu pai saia para se divertir e aliviar a tensão um pouco. Você pode até pensar que era irresponsabilidade de seu pai deixa-lo sozinho em casa, mas Davi tem 12 anos, já é um homenzinho. Bom, pelo menos era isso que seu pai pensava. 

O pai de Davi sempre o deixava na cama, às 23:00 e encostava a porta de seu quarto. Antes de sair, ligava o alarme da casa e apagava todas as luzes. Davi, às vezes, já estava dormindo quando seu pai saía, outras, ficava vendo TV em seu quarto até o sono bater. 

Então, numa noite dessas em que Davi estava sozinho, de madrugada, uma forte chuva com trovoadas começa a cair, acordando Davi, que se estica e olha para o relógio em cima da mesinha ao lado da porta. Naquele instante, Davi teve a impressão de algo passar através da fresta daquela porta, assustado, se enfiou em baixo das cobertas, contendo sua respiração. E lá ficou, sem olhar para fora, até que por fim dormisse de novo. Quando acordou, tomou aquilo como um sonho, e não se importou mais.

Até que chegou mais uma noite de seu pai ir se divertir. Enquanto dormia no aconchego em sua cama, um barulho acorda Davi. Instintivamente ele olha para a porta, e mantem seu olhar fixo nela. Davi não viu nada, então aconchegou sua cabeça no travesseiro e fechou os olhos, mas segundo depois os abriu, assustado. Ele olhou novamente para a porta, e apenas viu uma sombra se mover. Novamente, se escondeu embaixo das cobertas e lá ficou, até adormecer. 

Davi pensou em contar ao seu pai, mas não queria parecer fraco e medroso, não sabendo o quão forte seu pai era. Então ele manteve segredo de seu pai.

Dessa vez Davi resolveu trancar a porta de seu quarto. Ele o fez assim que seu pai saiu de casa. Mais aliviado, Davi dormiu. Mas acordou de novo no meio da madrugada. E, mais uma vez, viu a sombra de algo em frente a porta. Davi agarrou firme as cobertas para se enfiar embaixo delas, mas lembrou de seu pai, ele queria ser igual a ele. Então Davi tomou sua decisão.

Ele levantou e caminhou até a porta e a abriu de supetão. Não havia nada por ali. Uma corrente de ar acertou seu corpo, fazendo-o tremer. A janela da sala estava aberta. Davi foi até ela e, antes de fechar, viu algo brilhando no céu. Ele correu até a porta, desativou o alarme e saiu para fora. Davi parou, olhando para cima, tentando enxergar o que era aquela coisa no céu que piscava em diversas cores. 

De repente um clarão o cega. Davi não conseguiu enxergar absolutamente nada, então sentiu, estavam o agarrando. Davi lutou, esperneou, até que algo atingiu sua cabeça. 

Davi acordou, ele estava caído no chão, estava chovendo forte, ele caminhou até a porta de sua casa e de repente ele já estava lá dentro. Ele caminhou até seu quarto e chegou à porta. Quando a toucou, pode perceber que ela não se mexia, por mais força que fizesse. Então ele olhou pela fresta da porta e viu a si mesmo em sua cama, olhando com olhar assustado. 

Davi se virou e correu até a janela da sala, parando. Então se lembrou de tudo o que aconteceu e soube que estava morto. Davi lembra daquelas luzes, ele lembra daquelas criaturas o levando, brincando com seu corpo, Davi lembra do sofrimento que teve, lembra de perder membro por membro de seu corpo até que por fim seu coração parasse de bater. 

Então Davi decidiu impedir que ele mesmo morresse. Todas as noites de Sexta a partir dali Davi aparecia em frente a porta de seu quarto e tentava incansavelmente fecha-la. 

Escrito por: Alan Douglas de O Olho Mágico